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24 Maio 2013
Artigos -
Movimento Revolucionário
Num artigo anterior apontei que a nova linguagem revolucionária foi influenciada pela linguagem militar e depois corrompeu esta linguagem. Exemplifiquei com as obras de Marx e Lenin e seu caráter acusatório, beligerante, desafiador, ofensivo. O caráter comunicativo da linguagem foi corrompido totalmente: não serve para comunicar e convencer, mas para acusar e intimidar. As palavras se transformam em mísseis ou balas.
Pretendo demonstrar hoje que não apenas foi influenciada, como se apossou da linguagem militar, corrompeu-a e a distorceu para emprego em assuntos civis, que nada têm a ver com seu emprego original.
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24 Maio 2013
Artigos -
Direito
Só uma entidade tem mais poder do que o Ministério Público quando se trata de imiscuir na vida do cidadão: a OAB – o que transforma suas acertadas críticas ao Ministério Público numa disputa corporativa.
Em todo o país, promotores públicos, em nome dos interesses difusos e coletivos, se arvoram a substituir a própria sociedade em áreas como saúde, educação e segurança, traduzindo em ações civis públicas as reivindicações das minorias barulhentas.
Apresentada em 8 de junho de 2011 pelo deputado federal Lourival Mendes (PTdoB-MA), a Proposta de Emenda Constitucional 37 (PEC-37) está gerando um intenso debate no País. Ela acrescenta o parágrafo 10 ao artigo 144 da Constituição de 1988 estabelecendo que a competência para a investigação criminal passa a ser privativa da Polícia Federal e das Polícias Civis. A emenda sequer menciona o Ministério Público, mas ele é o seu verdadeiro alvo, como fica claro na própria justificativa do autor. Por isso, a proposta foi apelidada de “PEC da Impunidade”. Ela é vista como uma iniciativa corporativa dos policiais federais e civis, encampada pelo PT como vingança por ter tido seus principais líderes processados, julgados e condenados na Ação Penal 470, mais conhecida como “processo do mensalão”, uma espécie de queda do Muro de Berlim da impunidade.
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INDICAÇÕES MSM
Confira a lista de indicações do MSM na Livraria Cultura, com os livros que nenhum leitor bem informado pode deixar de ler. |
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O verdadeiro objetivo da pressão internacional pela legalização da experimentação com as células tronco embrionárias não consiste na esperança, muito remota por sinal, e reconhecida como tal pelos próprios cientistas, de obter-se a cura de algumas doenças hoje temidas. Trata-se do mesmo fenômeno que observamos na luta para legalizar o aborto terapêutico onde tal exceção não existe na legislação vigente, quando se sabe que não existem mais casos em que um médico seja obrigado a escolher entre a vida da gestante ou a prática de um aborto provocado, ou também da pressão pela legalização do aborto em casos de estupro, quando esta exceção não existe, ou pela implantação de serviços para oferecê-lo à população, freqüentemente carente de outras medidas sanitárias básicas. As organizações que lutam por estes marcos legais, e mais principalmente aquelas que pesadamente as financiam, não estão preocupadas com as vítimas de estupro, ou com as mães, inexistentes, que morrem pela inexistência da figura do aborto terapêutico. Analogamente ao que ocorre nestes casos, a legalização da experimentação com células tronco embrionárias está para a clonagem reprodutiva assim como a legalização do aborto em caso de estupro está para a completa legalização do aborto, e isto não somente do ponto de vista formal, mas na própria intenção premeditada dos verdadeiros promotores destas práticas.
A mutilação de Angelina Jolie que, ao amputar os próprios seios colocando próteses no lugar, acredita ter reduzido as chances hereditárias do câncer, é o resultado de um tipo de mentalidade paranóica comum em celebridades. Mas por trás dessa aparente extravagância, está a evolução de um longo processo que atinge grande parte da população por meio da construção de um ideal de saúde desconexo da realidade.