| 29 Dezembro 2004
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Os esforços do contraterrorismo ganharam impulso na semana passada, quando uma corte distrital americana declarou culpados de financiarem o Hamas um indivíduo e três organizações muçulmanas, quase todos da área de Chicago, e condenou-os a pagar a fabulosa indenização de 156 milhões de dólares.
Os quatro foram legalmente responsabilizados por sua participação no assassinato de um adolescente americano, David Boim, morto a tiros por um integrante do Hamas em 13 de maio de 1996, enquanto esperava um ônibus nas proximidades de Jerusalém. Esse caso tem importância especial, pois traz alguma justiça e alívio à família Boim. E mais, ajuda a combater o terrorismo sob quatro aspectos.
Primeiro, valida e põe em prática uma lei americana de 1992 que proíbe a remessa de quaisquer recursos financeiros a grupos terroristas, e não apenas de dinheiro especificamente direcionado para a violência. Mesmo fundos para a saúde ou a educação, pela lógica dos fatos, terminam desviados para ações violentas.
Arlander Keys, o juiz do processo, Ku Klux Klan e a instituições islâmicas de aparência mais inocente. Dois dos três grupos condenados têm vínculos conhecidos com o islamista palestino Hamas: a Holy Land Foundation, que se incumbe da arrecadação de fundos, e a Islamic Association for Palestine, sua face política. Já o Quranic Literacy Institute parece não ter qualquer relação com o Hamas. O QLI é um centro religioso estabelecido em um subúrbio de Chicago e dedicado, desde 1991, ao trabalho piedoso de traduzir do árabe os textos sagrados do Islamismo para a posterior publicação em língua inglesa.
Mas às vezes, as aparências enganam. Em junho de 1998, autoridades federais acusaram o QLI de participar, por nove anos, de “uma conspiração envolvendo atividades terroristas internacionais e o recrutamento e treinamento de radicais muçulmanos em território nacional como apoio a essas atividades”, e apreenderam um milhão de dólares em moeda e bens.
O FBI a maior instituição do lobby, a Islamic Society of North America (ISNA), e fez parte do conselho administrativo do North American Islamic Trust, o órgão utilizado para foram às ruas em favor do QLI, entoando “Allahu Akbar”.
No entanto, agora se sabe que essa organização aparentemente inócua desempenhou um papel fundamental na canalização de recursos para o Hamas.
É muito freqüente as instituições muçulmanas não serem o que parecem. A “Mesquitas abrigam criminosos. associações beneficentes financiam o terrorismo. Um Notas:
Publicado pelo New York Sun. Também disponível em danielpipes.org
Tradução: Márcia Leal.
