Lemos que o “primeiro-ministro” Mahmoud Abbas estará concorrendo nas eleições de domingo à sucessão de Arafat como “presidente” da “Palestina”.[*]

Desculpem, mas “primeiro-ministro”, de acordo com a Enciclopédia Britânica, dezenas de milhares de referências a Abbas como primeiro-ministro, ele de maneira alguma se encaixa nessa definição.

Ah, e tem ainda a questão de não existir país nenhum por nome Palestina. Os mapas árabes situam-no em território de Israel. A ONU reconhece sua existência. Assim também certas Israel, e não Jerusalém, não Monte do Templo e Al-Haram ash-Sharif ou cerca de segurança (para manter os terroristas palestinos do lado de fora) que de “significa alguém que “coopera com o inimigo” e lembra os colaboracionistas franceses e noruegueses que traíram seus países pelos nazistas. Porém o termo (mais que informante, espião ou agente) define no mundo inteiro os árabes palestinos que passam informações a Israel.

- A condição de refugiado normalmente estima que mais de 95% dos ditos refugiados árabe-palestinos nunca fugiram de lugar nenhum. Apesar de tudo isso, o termo continua em uso, deixando implícito que milhões de árabes palestinos têm o direito de se mudar para Israel.

- Um assentamento é uma pequena comunidade ou um povoamento estabelecido em uma nova região. Embora algumas cidades judaicas na Margem Ocidental e em Gaza tenham dezenas de milhares de habitantes e existam há quase quatro décadas, assentamento, com suas implicações colonialistas, é sua denominação quase universal.

- Territórios ocupados envolve a noção de que havia um estado palestino em 1967, quando Israel capturou a Margem Ocidental e Gaza. Não foi esse o caso; essas áreas, legalmente, são territórios em disputa, e não territórios ocupados.

- Ciclo de violência, um termo extraído de Lenin — refere-se àqueles esquerdistas que acreditam no apaziguamento de inimigos mortais como a única maneira de acabar com a agressão palestina. Os que são a favor de outras medidas (como a dissuasão) fazem parte, em conseqüência, do “campo da guerra”. Com efeito, todos os israelenses estão no “campo da paz”, no sentido de que todos eles desejam ficar livres do conflito; nenhum deles anseia por matar árabes palestinos, ocupar o Cairo ou destruir a Síria.

Os árabes podem ter ficado para trás em renda per capita e armas avançadas, mas lideram com vantagem a guerra no campo semântico. Quem, há um século, teria  imaginado que os judeus dariam melhores soldados e os árabes, melhores publicitários?


Notas:


[*] Nota Editoria MSM: O artigo de Daniel Pipes foi publicado em 04/01/2005, portanto antes da eleição palestina.

Publicado por New York Sun. Também disponível em danielpipes.org.

Tradução: Márcia Leal.

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