Em 1930 Wilhelm Röpke, em que criticava o plano alemão de obter pleno emprego através da expansão do crédito. Röpke era, então, membro da comissão política que propugnava por aquela expansão na economia germânica. O artigo de Hayek incluía um recado. “Acho que você não deve começar expandindo o crédito”, Hayek explicava. “Se a situação política, no entanto, mostrar-se tão séria que o desemprego continuado possa levar a uma revolução política, por favor, não publique meu artigo”.

Hayek reconhecia que exigências políticas podem tornar-se prioritárias em face de princípios econômicos. Röpke não publicou o artigo, pois a situação não foi favorável, como previsto. De acordo com Hayek, “o perigo político de aumentar o desemprego era tão grande que [Röpke] arriscaria causar mais descaminhos através da inflação, na esperança de adiar a crise”. Três anos após o recado de Hayek para Röpke, os problemas alemães levaram Hitler ao posto de Chanceler da Alemanha.

Neste ponto, surge uma questão: por qual motivo encontravam-se dois economistas da Escola Austríaca (Human Action (Ação Humana): “Um rebaixo da taxa de juros bruta do mercado, como esperado pelo aumento da oferta de crédito tem sempre o efeito de fazer com que certos projetos, anteriormente fadados ao fracasso, pareçam lucrativos”. Em outras palavras, crédito barato leva a maus investimentos e a uma inevitável débâcle do mercado. “Se o oferta de moeda não for corrigida a tempo”, explicava Mises, “o boom de crescimento torna-se um boom de falências; a fuga para ativos reais começa e o sistema inteiro faz água”. Mises também afirmou: “O resultado final da expansão do crédito é o empobrecimento geral”.

Tristemente, os eleitores alemães dos anos 30 e os dos EUA de hoje não perceberam os perigos da expansão creditícia. Pior, ainda, o FED não examina com cuidado – não admite, mesmo – que os EUA devam passar por um período de “dor econômica”, para recuperar sua saúde financeira. Se o próprio FED não pode falar francamente ou agir corretamente neste ponto, o que podemos esperar dos líderes politicos? O partido mais fortemente associado com o livre-mercado – o Partido Republicano – certamente, pagará a conta pelas futuras conseqüências economicas. Logicamente, a esquerda política – agora controlando firmemente o Partido Democrático - terá ganhos significativos.

Em um livro intitulado Notas:


© 2005 Jeffrey R. Nyquist

Publicado por Financialsense.com

Tradução: Ricardo A.N. Dornelles.

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