Em 31 de Janeiro o Pravda proclamava, “A Rússia vai retirar o   dólar americano da política  financeira nacional.” Mês passado, o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA) e a Conferência das Nações Unidas em Comércio e Desenvolvimento lançaram um relatório (historiador de finanças  Niall Ferguson escreveu em  Unholy Alliance (Uma Não-Santa Aliança), Horowitz segue a linha de ascensão do neo-comunismo através do movimento pacifista. Em um capítulo com o título “Revolução Islâmica,” conta como as idéias marxistas foram enxertadas no Islam.  Foi o Aiatollah Khomeini quem adotou o conceito marxista de “um mundo dividido entre oprimidos e opressores” . Foi  Khomeini aquele que descreveu os EUA como o “grande Satã”, ganhando, então, a simpatia da esquerda internacional.  O objetivo da jihad radical agora inclui “justiça social”.  Segundo Horowitz, “Ao definir seu movimento como a revolução dos oprimidos, Khomeini conseguiu empolgar o apoio da esquerda iraniana e do exterior. Conseqüentemente, em seu nascedouro o regime islamo-fascista foi apoiado pelo Partido Comunista Iraniano e pela esquerda ‘progressista’ internacional”. Marxistas e neocomunistas avançam de braço dado com o radicalismo feminista e ambientalistas radicais.

O fim proposto é a destruição do livre-mercado. As mentiras marxistas permearam a cultura, deixando milhões de cidadãos predispostos a dar atenção à propaganda de poderes estrangeiros hostis e de terroristas. Nossos conservadores, orgulhosos de si próprios, deram-se parabéns pela “morte do comunismo”. Agora devem, bem quietinhos, admitir  que o comunismo está bem vivo. Não apenas vivo, como sendo ensinado para nossos filhos em nossas escolas. Vejamos o caso do egrégio professor da Universidade do Colorado, Ward Churchill, que comparou as vítimas do 11/9 a nazistas. Algumas pessoas acham que despedir  Churchill violaria os direitos conferidos pela Primeira Emenda. A Primeira Emenda, no entanto, não foi escrita com o propósito de remover descontentes subversivos das Universidades do país. Ela diz: “O Congresso não fará Leis no sentido de estabelecer uma religião, ou proibir o exercício de uma delas ou, mesmo, afetando a liberdade de expressão ou de imprensa”.  Não proíbe escolas e empresas de despedirem empregados subversivos.  A emenda simplesmente proíbe o Congresso de declarar ilegal este ou aquele discurso. Ninguém alega ter sido ilegal o pronunciamento de  Ward Churchill.  Entretanto, em nenhum lugar, existe lei que obrigue o Estado do Colorado – ou qualquer outro Estado – a manter subversivos no corpo docente. Se não podemos combater a subversão em nosso próprio país, como poderá a  frágil democracia iraquiana sobreviver?

Não está muito longe o dia em que haverá um abalo na economia e os inimigos dos EUA sairão arrastando-se para fora da toca &ndas h; dentro e fora do país. A Rússia e a China não são países amigos. A esquerda socialista é sua quinta-coluna pronta para uso. Portanto, a questão do dia não é simplesmente a sobrevivência da democracia iraquiana, mas a sobrevivência mesma da democracia americana.  Em um livro recentemente lançado por  Ben Stein e Phil DeMuth, Desequilíbrios econômicos  podem elevar os politicamente desequilibrados ao poder. Já vimos o que ocorreu na Grande Depressão. Os politicamente desequilibrados tomaram o poder na Alemanha e desencadearam uma guerra que ceifou a vida de 55 milhões de pessoas. Se há uma razão para  oposição ao movimento (pseudo)pacifista, ela está aí acima. Apesar das imperfeições que possam ter  os EUA e  equivocadas que possam ser as políticas de George W. Bush, não são nada, comparadas à malevolência da mentalidade anticapitalista que anima – como o álcool anima o alcoólatra -  os descontentes politicamente desequilibrados de nosso tempo. Ludwig von Mises escreveu  Notas:


© 2005 Jeffrey R. Nyquist

Publicado por Financialsense.com

Tradução: Ricardo A.N. Dornelles.

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