| 23 Fevereiro 2005
Arquivo
A nós que acompanhamos o crescimento do Islã nos Estados Unidos há muito preocupa a nefasta influência do dinheiro e das idéias sauditas sobre os muçulmanos americanos.
Observamos com apreensão o governo saudita declarar apoio a organizações islamistas como o Council on American-Islamic Relations, introduzir o wahhabismo nas universidades através da Muslim Student Association.
Mas, durante todo esse tempo, faltou-nos informação sobre o conteúdo dos textos sauditas. Eles teriam atenuado ou modificado de alguma forma a mensagem crua, inflamatória que domina a vida política e religiosa da Arábia Saudita? Ou eles reproduziriam o mesmo ponto de vista?
Agora, graças ao excelente trabalho de pesquisa da Freedom House (uma organização de Nova York fundada em 1941 e que se autodefine como “uma voz inequívoca em favor da democracia e da liberdade no mundo inteiro), finalmente podemos conhecer os pormenores do projeto saudita. Um estudo recém-publicado, “Adam Yahiye Gadahn, o provável mascarado que em um vídeo de 2004 ameaça “inundar de sangue” as ruas americanas, tornou-se um jihadista no período em que freqüentou a Islamic Society of Orange County, uma instituição financiada com dinheiro saudita.
A Freedom House exorta o governo americano a “não tardar” um protesto formal ao alto escalão do governo saudita em razão das publicações virulentas que abarrotam as estantes de algumas das mais importantes mesquitas americanas. Atitude inquestionável, mas que parece inadequada na visão rival formidável, cujas aspirações a uma ordem mundial muito divergente devem ser repudiadas e contidas.
Notas:
Publicado pelo New York Sun. Também disponível em danielpipes.org.
Tradução: Márcia Leal.
