| 10 Março 2005
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O destino da Síria foi em grande parte selado no dia 21 de janeiro de 1994. Foi então que Basil Al-Assad, dirigindo em alta velocidade pela estrada do aeroporto de Damasco, de onde partiria a fim de esquiar no estrangeiro, bateu com seu Mercedes, matando todos os ocupantes do automóvel, inclusive a si próprio.
O acidente teve conseqüências decisivas, pois Basil, na época com 31 anos, estava sendo preparado para suceder ao pai, Hafez Al-Assad, como ditador da Síria. Tudo indicava que o hábil cavaleiro, o belicoso e carismático Basil daria um governante temível.
Após o acidente, Bashar, o irmão caçula, foi obrigado a interromper os estudos de Oftalmogia em Londres e a fazer um rápido curso preparatório para ser o próximo homem forte da Síria. Sua ascensão na hierarquia militar foi a de praxe e, como era de se supor, com a morte do pai em junho de 2000, chegou ao trono presidencial.
(Isso fez de Bashar o segundo ditador dinástico, junto com Kim Jong Il, da Coréia do Norte, que o precedeu em 1994. O terceiro, rebentos aguardam na fila, que inclui Gamal Hussein no Egito, Saifuddin Kadhafi na Líbia e Ahmed Salih no Iêmen. Os dois filhos de Saddam não conseguiram chegar lá.) [nota posterior: um leitor lembra que especulou-se a habilidade dele em manter o Líbano sob controle; não muito depois, O padrão de prometer algo ao secretário de estado americano Colin Powell e repentinamente voltar atrás na promessa causou o desapontamento geral.
Tais erros estimularam a aprovação de duas medidas decisivas contra seu regime. Em dezembro de 2003, o governo americano aprovou o Resolução 1559, que pede a todas as “forças estrangeiras” para retirarem suas tropas do Líbano, em clara referência às tropas sírias ali instaladas desde 1976.
Essas medidas encorajaram lideranças libanesas a exigirem a retirada das forças sírias. Essa decisão fatal foi tomada principalmente pelo líder druzo Walid Jumblatt e o líder sunita Rafik Hariri, que dessa forma ameaçaram privar Damasco tanto do sentido de expansão territorial como da galinha dos ovos de ouro que era a economia libanesa.
A reação de Assad — colocando um parente a cargo dos serviço de inteligência, pacto de defesa mútua com Teerã — mostra uma completa desorientação diante do problema que criou para si mesmo. Pela primeira vez em 30 anos, o Líbano parece mais perto de recobrar a independência. “Não vejo como a Síria possa continuar aqui”, sustentaram uma sociedade civil, mantiveram viva Notas:
Publicado por New York Sun. Também diponível em danielpipes.org
Tradução: Márcia Leal.
