Que medidas as agências de fronteira ocidentais deveriam tomar para defender seus territórios dos ataques de islamistas?

Se eles forem estrangeiros, a resposta é simples: não deixem os islamistas entrarem no país. Não excluam apenas potenciais terroristas, mas também qualquer um que apóie os objetivos totalitaristas do Islã radical. Da mesma forma que os países civilizados recusaram-se a receber os fascistas no início dos anos quarenta (ou os comunistas uma década mais tarde), eles não devem acolher os islamistas agora.

Mas e no caso de serem os próprios cidadãos do país a cruzar a fronteira? Eles poderiam estar retornando de um treinamento em técnicas terroristas. Ou talvez tenham estudado com inimigos do Ocidente que os estimularam a realizar atos de sabotagem ou sedição. É óbvio que as autoridades deveriam tomar providências para investigar melhor e prevenir essas atividades, levando-se especialmente em conta que a perigosa cultura jihadista já se instalou em vários países ocidentais, participação de oradores islamistas de alto nível como Bilal Philips, Zaid Shakir, Hamza Yusuf, alarmou a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP), a nova agência responsável pela proteção das fronteiras norte-americanas.

A porta-voz Kristie Clemens acrescentou mais adiante que a CBP sabia, através de “informações seguras e atualizadas, que conferências como essa foram e são utilizadas por organizações terroristas não apenas para transportar documentos falsos, mas para dissimular a entrada de terroristas”. Os terroristas imaginam que, se viajarem em um grupo bem numeroso, “seremos menos restritivos e tentaremos abreviar os procedimentos”, disse ela.

A explanação de Kristie Clemens revela o porquê de a CBP ter detido cerca de quarenta muçulmanos, muitos com cidadania americana, quando retornavam de automóvel aos Estados Unidos depois da conferência de Toronto. Os viajantes relatam ter passado longas horas na fronteira próxima a Buffalo, no Estado de Nova York, e nenhuma delas muito agradável. Uma mulher contou que guardas de fronteira chegaram a levantar sua blusa para se certificar de que ela estava mesmo grávida. Um terceiro viajante discursar em Buffalo, no início deste mês. Ele nem justificou nem condenou os procedimentos da CBP. Limitou-se a admitir que a CBP fizera uma “análise retrospectiva” e aperfeiçoara alguns pontos. Sutherland inseriu a detenção em um contexto mais amplo (“É um quebra-cabeças com muitas peças”) e na maior parte do tempo dedicou-se a emfatizar a necessidade de maior colaboração entre seu departamento e os grupos muçulmanos.

Ele tinha razão em se manter discreto e econômico. Os Estados Unidos estão em guerra com o Islã radical não só no Afeganistão, mas em Buffalo, Boston, Boca Raton e Baltimore. O controle do trânsito nas fronteiras, portanto, reveste-se da maior importância. Como uma agência de manutenção da ordem pública, a CBP, nesse caso e em outros parecidos (principalmente Notas:


Publicado pelo New York Sun. Também disponível em danielpipes.org

Tradução: Márcia Leal

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