O mais recente relatório financeiro da FPF, para o ano de 2006-2007, mostra que a mega-indústria de aborto aumentou o número de abortos que realizou de 264.943 em 2005 para 289.650 em 2006. O rendimento total chegou a mais de 1 bilhão de dólares, com a margem de lucros da organização - "ganhos que excedem as despesas" - subindo dos 55.7 milhões em 2005 para 112 milhões em 2006.

BRYAN, Texas, EUA, 5 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família) - Abby Johnson, a ex-diretora de uma clínica de aborto da Planned Parenthood (Federação de Planejamento Familiar - FPF) que recentemente virou manchete depois de se converter para a posição pró-vida, revelou que a FPF pressiona os funcionários a atrair mulheres grávidas para abortar a fim de aumentar os lucros.

"Há sem dúvida alguma metas para alcançar clientes", Johnson disse para WorldNetDaily. "Todo mês tínhamos uma meta de clientes de aborto e clientes de planejamento familiar".

Abby Johnson havia trabalhado na clínica da FPF de Bryan por oito anos e havia sido sua diretora por dois quando se demitiu em 6 de outubro, perto do começo da sexta Campanha anual 40 Dias pela Vida em Bryan.

Ela disse que foi ficando incomodada com a FPF quando a orientaram a tentar atrair mais mulheres grávidas para aborto por causa das dificuldades econômicas da FPF.

"Toda reunião que tínhamos era, 'Não temos dinheiro suficiente, não temos dinheiro suficiente - temos de continuar atraindo mulheres grávidas para aborto'". Johnson disse numa entrevista a Fox News. "É um negócio muito lucrativo e é por isso que eles querem aumentar os números".

O mais recente relatório financeiro da FPF, para o ano de 2006-2007, mostra que a mega-indústria de aborto aumentou o número de abortos que realizou de 264.943 em 2005 para 289.650 em 2006. O rendimento total chegou a mais de 1 bilhão de dólares, com a margem de lucros da organização - "ganhos que excedem as despesas" - subindo dos 55.7 milhões em 2005 para 112 milhões em 2006. A organização tipicamente recebe mais de 300 milhões em verbas de impostos anualmente.

Johnson diz que se envolveu com a clínica "para ajudar mulheres... e fazer a coisa certa". A ideia de aumentar o número de abortos para aumentar os lucros foi repugnante para ela. Ela disse que idealmente a diretora da clínica forneceria "muito planejamento familiar e muita educação para que não haja necessidade de abortos".

Mas essa ideia não foi aceita pelo resto da FPF, disse ela, porque "o aborto é a parte mais lucrativa das operações da FPF".

"Com o setor de planejamento familiar realmente sofrendo", disse Johnson, "eles dependem do setor de aborto para equilibrar seu orçamento, para ajudá-los a sair do buraco e ajudar a produzir lucro para a empresa".

Ela continuou: "Eles realmente queriam aumentar o número de abortos de modo que pudessem aumentar sua renda".

Johnson disse que a clínica da FPF realizava abortos cirúrgicos dois sábados por mês, mas começou a expandir o acesso ao aborto mediante outras designações.

"Um dos jeitos que eles acharam para aumentar o número de pacientes era fazê-las cometer abortos químicos de RU-486 na semana inteira", disse ela.

Embora as políticas da FPF de promover o aborto não a tivessem deixado a vontade, Johnson disse que no início ela só ficava "abafando a culpa".

"Lutei por muito tempo", ela disse para a CBN.com. "Mas aprendemos a justificar isso de alguma forma e aprendi durante os anos e por meio dessa conversão que se estamos fazendo a coisa certa, não precisamos arrumar justificações".

Ela disse que chegou a seu "ponto crítico depois de testemunhar um tipo específico de aborto num ultra-som", de acordo com 40 dias pela Vida.

"Eu realmente pude ver que era um bebê de 13 semanas de gestação e pude realmente ver a silhueta do bebê no ultra-som", disse ela. "E pude ver a cânula entrando no útero. E pude ver o bebê se afastando da cânula, tentando escapar do instrumento médico".

"Vi o bebê se dobrar durante o procedimento, e isso mudou minha vida. Eu nunca tinha visto isso antes".

Desde a demissão de Abby, a Federação de Planejamento Familiar retaliou entrando com uma ordem judicial de proibição contra ela. A ordem a impede, temporariamente, de divulgar informações até que ocorra uma audiência marcada para 10 de novembro no 85º tribunal regional.

Johnson disse que não sabe o motivo por que a FPF está preocupada.

"A FPF é uma organização que realmente vive do medo. Se alguém cruza o caminho deles, eles rapidamente ameaçam essa pessoa. Trabalhei para eles por um longo tempo e os vi ameaçar processos em inúmeras vezes", disse ela.

"Não sei o que os está apavorando. Quando recebi a ordem judicial de proibição, fiquei muito surpresa. Minha reação inicial foi, o que é que eles pensam que eu sei? Do que eles estão se sentindo culpados?"

Johnson é um dos oito funcionários da indústria de aborto que deixaram seus empregos durante a campanha 40 Dias pela Vida que terminou ontem em 1 de novembro. Ela ocupava a posição mais elevada. 40 Dias pela Vida também recebeu pelo menos 534 relatos de mães que desistiram de consultas marcadas de abortos.

 

Tradução: Julio Severo

Publicado originalmente com o título Federação de Planejamento Familiar promove aborto por lucro

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09110505.html


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