Creio na sabedoria divina criadora do cosmos; creio no cavalheirismo dos libertadores de bons prisioneiros; creio no amparo aos perseguidos, e aos necessitados, ávidos de justiça e de liberdade.


Creio no orgulho ante os poderosos; na justiça ante os maus; na magnanimidade ante os bons e os mansos, na delicadeza ante as mulheres e as crianças.

Creio na coragem; no domínio dos desejos e no amor eterno.

Creio na vida e na morte; amo as sombras dos bosques e a luz plena do meio-dia.


Creio na cavalaria andante, realização suprema do homem bom e viril.


Creio que há sempre um ideal a conquistar; feiticeiros que combater, duendes que enfrentar, e monstros que destruir.

Creio na necessidade do mal para maior glória do bem.

Creio na noite para maior glória do sol, e no sol para maior glória da lua, inseparáveis amigos e confidentes dos campeadores do ideal.

 



Da obra Antologia da Literatura Mundial - Páginas Várias, Editora Logos, 1ª edição, 1960, págs. 198 e 199.

 


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Tags: cultura | Brasil | educação | história

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