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O mal, mais ainda um mal tão sem sentido, comprova-se a exceção.


A Teodicéia, também conhecida como “o problema do mal”, é um tema filosófico constante. A melhor resposta a este problema é que o mal é a exceção, a desordem, a ausência de bem, como o escuro é a ausência de luz e o frio, a ausência de calor.

Assim como no frio nos lembramos do calor e no escuro desejamos a luz de uma vela, a presença do mal acaba levando a uma percepção mais aguda de que há um Bem, e que este Bem predomina.

Pude perceber isso em dois planos radicalmente diferentes, nestes dias. No desimportante plano pessoal, um susto com a saúde me fez cruzar as portas de um hospital, o que sempre tento evitar. Recebi centenas de mensagens de apoio; amigos de todos os credos, do Daime ao calvinismo, do catolicismo ao ateísmo, expressaram de alguma forma uma intenção de unir-me ou recomendar-me ao Bem maior.

Pouco depois, a horrenda tragédia que ceifou centenas de vidas em Santa Maria suscitou uma resposta proporcionalmente maior, mas na mesma direção. Ao contrário do que ocorrera comigo, contudo, não foi a preexistência de afeto pessoal que comoveu os orantes, dentre os quais se contou até mesmo uma cantora mais conhecida por suas blasfêmias.

Foi a intensidade do mal, a escuridão avassaladora, o frio absoluto de uma tragédia tão sem sentido que fez com que multidões, no mundo inteiro, voltassem os olhos ao Bem.

O mal, mais ainda um mal tão sem sentido, comprova-se a exceção. E a exceção não só confirma a regra – quantas multidões se reúnem pacificamente, sem mortes, sem tragédias? – como a torna mais forte e atrai a ela. A ausência do bem faz perceber seu valor e sua ubiquidade.

Minha filha, ainda pequena, estava triste por alguma coisa de criança. Andava pelo quintal, fazendo bico. Pouco depois minha irmã a encontrou sorrindo, e perguntou-lhe se a tristeza já havia passado. Respondeu-lhe a pequena que havia visto uma linda borboleta azul, que levara a tristeza embora.

Essas “borboletas” mágicas, com o dom de iluminar os cantos escuros da nossa alma, sempre estão ao nosso redor: no sol que nasce, no carinho dos amigos, no gosto bom de um cálice de vinho.

O difícil é encontrá-las, abraçá-las, reconhecê-las. Por vezes, é só a escuridão absoluta de uma tragédia que nos faz ter a força de voltar o olhar para a luz. Alguma luz. Qualquer luz.

Nada pode preencher o vazio da perda de um filho, de alguém que se ama. Mas ao redor deste vazio ainda há, sempre, reflexos do Bem. E é isso o que se expressa nas orações sinceras dos desconhecidos. Que elas sejam sempre ouvidas.

 


Carlos Ramalhete
é professor.

Publicado no jornal Gazeta do Povo.



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