Ou Bertone é um monstro de desatenção, incapaz de apreender o que lê no mesmo artigo que ele contesta, ou é um vigarista que pretende escamotear a seus leitores justamente a informação essencial que o desmente.


O sr. Bertone ficou mesmo abalado com o meu artigo “O Vigariota”. Ao tentar respondê-lo, ele se atrapalha tanto, até mesmo na simples leitura do texto, que se torna impossível não perceber o estado de medo e de ódio impotente em que escreveu seu arremedo pueril de contestação. Vamos novamente por amostragem: 

Bertone: “Combater a desinformação, especialmente em questões históricas, é uma tarefa árdua, demanda tempo e muito esforço.” 

OBS - Quem quer que use a palavra “desinformação” para rotular simplesmente alguma afirmativa que lhe pareça falsa ou errada, mostra apenas que não sabe o que é desinformação. Essa palavra é um termo técnico que designa um tipo específico de “medidas ativas”, operações complexas de um serviço de inteligência. O pressuposto da desinformação é a infiltração. Uma informação falsa prejudicial a um adversário só é desinformação quando veiculada não por órgãos hostis, mas por fontes que sejam da confiança desse adversário. Se eu quisesse espalhar uma informação falsa contra os comunistas, ela só seria desinformação se publicada no Vermelho.org ou órgão similar. O sr. Bertone, por exemplo, mente como um vendedor de anáguas, mas não pratica nenhuma desinformação. Para fazê-lo, precisaria ter acesso a órgãos de mídia que fossem da confiança do público conservador, mas, que eu saiba, ele não tem acesso a coisa nenhuma fora do seu próprio site. 

Bertone: “A história é um campo permanente de disputa, permeada por tentativas de silenciamento da memória em nome da legitimação de uma hegemonia.” 

OBS - Lágrimas de crocodilo. A proclamação da influência americana no golpe é doutrina oficial impressa em milhares de livros e repassada como matéria obrigatória em todas as escolas do Brasil. A memória que tem sido silenciada é justamente a daqueles que contradizem a doutrina oficial. Quantos livros circulam DESMENTINDO essa versão? E quantos reforçando-a? 

Bertone: “Ele inicia me chamando de insignificante e não dedica menos do que sete páginas (com promessa de continuação) a refutar algumas de minhas colocações, além de vários posts enfezados atacando minha pessoa no facebook. Se considero alguém insignificante não dedico meu tempo a escrever textos refutando suas críticas; essa é a primeira questão lógica que leva o idoso jornalista a entrar em contradição logo no começo do texto.”

OBS - Questão lógica? Contradição? TODOS os meus leitores sabem que jamais recusei respostas a quem quer que fosse em razão de considerá-lo insignificante. (O pior é que logo no começo do artigo eu menciono isso. O Bertone estava nervoso e não reparou.) Eis aí mais uma prova de que o sr. Bertone nada conhece dos meus trabalhos e de que me julga de orelhada, por duas ou três frases soltas que ouviu. E considerar o caso uma "questão lógica" é coisa de uma inteligência pífia, que não tem a menor idéia do que seja realmente uma contradição em lógica. Qual regra de lógica diz que a extensão da resposta tem de ser proporcional à reputação do agressor, não à gravidade da agressão? 

Bertone: "Olavo, um jornalista de influência insignificante antes do advento da internet..."

OBS - Antes de ter uma página na internet fui matéria de capa em O Globo, colunista desse jornal, autor de um best-seller e de vários livros aplaudidos por Miguel Reale, Jorge Amado, Herberto Sales, Josué Montello, Carlos Heitor Cony, Bruno Tolentino, José Mário Pereira, Romano Galeffi, Alexandre Costa Leite, Jacob Klintowitz, Itamar Franco, Ciro Gomes, Leonel Brizola, Ariano Suassuna, Jerônimo Moscardo, Carlos Guilherme Mota, Paulo Mercadante, Mendo Castro Henriques e outros tantos. Também antes do lançamento da minha página, minha obra foi objeto de um simpósio de intelectuais na Fundação Joaquim Nabuco. Que caralho de insignificância é essa?

Bertone: “O que havia de escandaloso em um presidente ser pró-Cuba?” 

OBS - Cuba estava espalhando guerrilhas por toda a América Latina. Apoiá-la não era simplesmente alinhar-se a uma ideologia, mas tornar-se cúmplice de uma agressão militar. A diferença obviamente escapa ao sr. Bertone.

Bertone: “Que Washington pudesse esperar uma mudança de rumo com um convite a um alinhamento contra Cuba justifica as posições estratégicas do governo americano contra o socialismo, mas daí a esperar que o governo brasileiro deveria necessariamente aquiescer é desconsiderar a soberania nacional em matéria de política externa.” 

OBS - Os conhecimentos que esse sujeito tem de política internacional foram decerto adquiridos numa estrebaria. Como eu mesmo afirmei no texto, e como até mesmo um mínimo de estudo da matéria poderia lhe mostrar, pressões diplomáticas PRESSUPÕEM a soberania da nação pressionada, em vez de "desconsiderá-la". Um território sem soberania NÃO PODE ser objeto de pressões diplomáticas, pois não há ali Estado soberano com um governo para ser pressionado. Ademais, que governo exerce pressões sobre outro senão na expectativa de que este “deveria necessariamente aquiescer”? Se não fosse para fazê-lo aquiescer não seria pressão, seria apenas um pedido. Esse sujeito é burro DEMAIS.

Bertone: “Olavo tem denunciado acerbamente que o governo brasileiro possui ligação com grupos ‘terroristas’ e faz intensa propaganda para se manter no poder; a partir disso ele já tirou a absurda conclusão de que o PT é um partido totalitário. Aqui, na verdade, é ele que cai num ato falho freudiano, porque então quer dizer que a direita pode financiar propaganda contra governos democráticos de esquerda, mas a esquerda não.” 

OBS - É preciso estar abaixo do nível da escola primária para não perceber nenhuma diferença entre acordos de ajuda firmados entre governos (ou mesmo o financiamento enviado por um governo estrangeiro a partidos locais) e o dinheiro do narcotráfico e dos seqüestros, usado para reforçar a esquerda no Brasil e em outros países da AL. Ademais, no que diz respeito ao governo Goulart, enquanto os EUA financiavam campanhas de propaganda, o governo de Moscou já tinha dado a Luiz Carlos Prestes a autorização para iniciar uma guerra civil no campo (v. William Waack, “Companheiros”), e esta já estava sendo preparada pelas Ligas Camponesas, financiadas e armadas pela URSS através de Fidel Castro. O sr. Bertone não viu ou fez de conta que não viu a minha indicação do livro da Profa. Denise Rollemberg. Nivelar o financiamento da propaganda política com o financiamento de uma intervenção armada JÁ EM CURSO pode parecer natural a um bocó como o sr. Bertone, mas qualquer pessoa de inteligência normal percebe a diferença de gravidade entre essas duas ações.

Bertone: “É preciso ser muito cretino pra dizer que financiar órgãos de oposição ao governo era parte apenas de um joguinho ideológico e não de uma estratégia maior de desestabilização daquele governo.”

OBS – Isso é uma opinião, uma especulação de intenções. Mas o FATO é que a intervenção armada comunista JÁ estava em curso na ocasião. Isolando uma coisa da outra, o sr. Bertone deforma completamente as proporções do quadro.

Bertone: “Depois ele diz que não está provada nenhuma participação do governo americano no golpe de 1964 e questiona minha afirmação de que os órgãos de oposição movimentaram um fundo de 12 bilhões de dólares em campanhas contra o governo. Eu havia citada naquele parágrafo dois autores: Evaldo Viera e Boris Fausto. Evaldo Viera escreveu o capítulo ‘Brasil: do golpe de 1964 à redemocratização’ na obra ‘Viagem Incompleta: a grande transação’ organizada por Carlos Guilherme Mota. Na página 192, Viera escreveu o seguinte: ‘Com o tempo, foram divulgados documentos que confirmaram a cooperação dos Estados Unidos da América na derrocada do governo legal no Brasil’.”

OBS - (1) Que documentos são esses? A famosa correspondência Gordon-Johnson que só confirma que os EUA não fizeram nada? (2) Cadê a confirmação da cifra astronômica de 12 bilhões de dólares? O sujeito apela à autoridade de Evaldo Vieira mas o trecho que cita desse autor nem de longe fala em 12 bilhões. Isso é fraude, é jogo de cena, é um misto de desconversa e "dropping names".

Bertone: O pesquisador da UFU Vitor Amorim de Angelo também confirmou a participação americana no golpe a partir da conhecida Operação Brother Sam (confira aqui). Ele diz que antes da intervenção direta os Estados Unidos optaram pela via diplomática (tentar cooptar o governo brasileiro por um alinhamento contra Cuba, por exemplo) e, com o fracasso desta, o financiamento de grupos de oposição. Como essa investida também malogrou, ele menciona que Thomas Mann se manifestou favorável à derrubada de governos democráticos de esquerda na América Latina e que não haveria, por parte dos Estados Unidos, nenhuma retaliação a tentativas de golpes. 

OBS – Sobre os documentos da “Operação Brother Sam”, explico-me mais adiante. Quanto ao sr. Thomas Mann, sua ação no caso resumiu-se à a famosa "Operação Thomas Mann", que o agente tcheco Ladislav Bittman confessa ter inventado. Com toda a evidência, o sr. Bertone desconhece a confrontação de fontes. Mesmo que o sr. Mann tivesse proposto alguma coisa, o sr. Bertone bem poderia ter percebido a diferença entre não retaliar tentativas de golpe e participar ativamente desses golpes. 

Bertone: Voltando ao fundo de 12 bilhões de dólares, Olavo acha que estou delirando porque não conhece a historiografia nacional sobre o golpe. No livro “História Geral do Brasil”, organizado por Maria Yedda Linhares, há um capítulo intitulado “A modernização autoritária: do golpe militar à redemocratização 1964/1984”, assinado por Francisco Carlos Teixeira da Silva, atualmente professor de História Contemporânea do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ). Na nona edição de 1990, página 364, ele escreveu:‘[...]foi incentivada a doação de grandes somas a dois institutos formados para organizar e centralizar a ação contra o governo Goulart, o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES), que passam a receber fundos das empresas norte-americanas e alemãs estabelecidas no Brasil, em estreito contato com a CIA. Aos poucos, ambas as instituições passaram a ter uma ação em comum, procurando a assessoria direta de homens da Escola Superior de Guerra (ESG), como o Coronel Golbery do Couto e Silva ou Heitor Herrera, e assumindo o apoio financeiro da campanha de políticos que defendessem o capital estrangeiro e lutassem contra a reforma agrária, chegando a movimentar fundos no montante de US$ 12 bilhões.’

OBS - Bertone havia citado, como fonte dos 12 bilhões, o historiador paulista Bóris Fausto. Agora já mudou. É Francisco Carlos Teixeira da Silva. Mas a troca de autoridades não muda em nada o fato de que nenhuma das duas mostra NENHUM documento que confirme a presunção absurda. O pior é que o tal Teixeira pretende que os 12 bilhões estavam na mão de apenas DUAS entidades civis, o IPES e o IBAD. Este último não pode ter tido nenhuma participação no golpe de 1964, pela simples razão de que foi fechado em dezembro de 1963 por ordem judicial, após uma tempestuosa CPI onde, significativamente, teve como seu mais veemente acusador o então deputado da UDN, Pedro Aleixo, ele próprio um dos participantes de primeira hora da conspiração para a derrubada de Goulart e depois vice-presidente em pleno regime militar, na gestão Costa e Silva. O IBAD, definitivamente, não participou do golpe. Sua atuação, que começou no governo Kubitscheck, limitou-se à propaganda ideológico-partidária e à intervenção no Parlamento, com ostensiva compra de votos (foi o Mensalão da direita). Também é certo que a entidade recebeu ajuda da CIA, mas o total dos recursos que mobilizou, de origem nacional e estrangeira, nunca ultrapassou (em valores atuais) a casa dos 60 milhões DE REAIS, equivalente a menos de 30 MILHÕES de dólares, quatrocentas vezes menor do que sonha o sr. Bertone. Leia-se sobre isto o bem documentado estudo de João Carlos Ferreira da Silva, "Assalto ao Parlamento: Estudo comparativo dos episódios do IBAD e do Mensalão" (http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/5825/assaltos_parlamento_silva.pdf?sequence=1). Quanto ao IPES, a mesma CPI de 1963 o inocentou de qualquer acusação de atividades ilegais. O IPES, fundado por dois milionários, participou sim, e ativamente, da conspiração de 1964 e, se recebeu algum dinheiro da CIA, foi através do IBAD e não diretamente. Em estudo recente (“Requiem for Revolution, The United States and Brazil, 1961-1969”), a historiadora americana Ruth Leacock afirma taxativamente que a entidade jamais dependeu de dinheiro americano, pois havia anticomunismo suficiente entre os empresários nacionais na ocasião.

Bertone: “Boris Fausto não menciona o montante de 12 bilhões de dólares, mas também afirma que o IBAD obteve recursos da CIA, no livro ‘História Geral do Brasil’, oitava edição de 2000, página 452. 

OBS - Bertone mentiu, portanto, ao citar o historiador paulista como fonte dos "doze bilhões". Ele agora reconhece que Fausto não fala em 12 bilhões, mas nem menciona a mentira, nem muito menos pede desculpas por ela. É obstinação psicopática.

Bertone: “Como o eixo da discussão é apenas a problemática da intervenção externa, em nenhum momento afirmei que Washington tramou e realizou o golpe militar no Brasil, mas que participou efetivamente de sua concretização. Essa citação converge com o que foi afirmado no artigo de Vitor Amorim mencionado acima.”

OBS – Não, não converge. O que Amorim diz é que “por uma questão meramente cronológica, a Operação Brother Sam, deflagrada em 31 de março de 1964, nada teve a ver com o golpe contra o governo Jango”. O que os documentos provam é que: (1) O golpe foi preparado durante mais de um ano, e os americanos não tiveram a menor participação nisso. (2) Nos quatro últimos dias antes do golpe, o embaixador Lincoln Gordon avisou ao presidente Johnson que algo estava para acontecer e que era preciso improvisar, numa pressa louca, alguma ação militar americana para o caso de um agravamento da situação. (3) Essa ação militar não chegou a ser realizada. O golpe transcorreu, pois, SEM NENHUMA INTERVENÇÃO AMERICANA. Só se poderia falar de participação dos americanos NA PREPARAÇÃO DO GOLPE se a vinda da frota tivesse sido tramada entre o embaixador e os golpistas AO LONGO dessa preparação. O que se viu, ao contrário, foi que o embaixador, surpreendido pelo desenrolar dos acontecimentos de cuja preparação não havia participado de maneira alguma, tentou no último instante improvisar alguma ação americana, que não se realizou. Será difícil perceber a diferença entre alguém tomar parte na preparação de um golpe e tentar entrar no jogo na última hora, quando sua presença já nem é mais necessária?

Bertone: “A intervenção militar direta americana só não aconteceu porque não houve resistência ao golpe.”

OBS – É fantástico. A hipótese de uma intervenção americana que não aconteceu é igualada a uma intervenção realmente acontecida. Até onde vai a loucura desse sujeito?

Bertone: “Se o leitor quiser conferir o conteúdo dos documentos onde o embaixador Lincoln Gordon apoiou o movimento golpista e os telegramas e, pode acessar aqui. O site elenca e disponibiliza sete documentos sobre a solicitação de intervenção americana e planos militares para auxiliar a derrubada de Jango. OLAVO DIZ QUE ESSES DOCUMENTOS SÃO FALSOS CITANDO COMO FONTE… ELE MESMO.” 

OBS - O merdinha mente com um despudor de strip-teaser bêbada. EU NUNCA disse que esses documentos eram falsos. Ao contrário: toda a minha argumentação partiu do princípio de que eram autênticos, e de que seu sentido patente era O INVERSO do que a mídia esquerdista lhes atribuía. 

Bertone: “Das três fontes que ele mencionou para provar” a ideia da intervenção americana como mito, todas foram produzidas por ele. 

OBS - Deus do céu! Não há limites para a mendacidade desse infeliz? A primeira fonte mencionada nos meus artigos é A MESMA correspondência Gordon-Johnson que ele cita. Eu a inventei tanto quanto o sr. Bertone a inventou. A segunda é o livro do próprio Ladislav Bittman, que, se não foi escrito pelo sr. Bertone, certamente também não o foi por mim. Quanto à terceira fonte, as palavras são do entrevistado, não minhas. O sr. Bertone acha que, como jornalista profissional, eu me arriscaria a inventar declarações do ex-governador Paulo Egydio, sujeitando-me a um processo?

Bertone: “A segunda fonte ele atribui a um ex-agente secreto da Tchecoslováquia que disse que esses documentos foram forjados. Mas por que Ladislav Bittman, o suposto agente, não apresentou evidências de que esses documentos foram forjados? Por que não escreveu uma obra, não veio a público esclarecer, não convocou a imprensa? Fica o dito pelo não dito, em suma, uma fonte que também não prova nada.”

OBS - Este trecho chega às alturas do maravilhoso. "Por que Bittman não escreveu uma obra?" Ele escreveu, e eu mesmo a citei no artigo "O Vigariota". Está lá muito claro: "A segunda fonte encontrei no livro de memórias do ex-chefe da espionagem soviética no Brasil, Ladislav Bittman, The KGB and Soviet Disinformation: An Insider’s View (London, Pergamon Press, 1985)." Ou Bertone é um monstro de desatenção, incapaz de apreender o que lê no mesmo artigo que ele contesta, ou é um vigarista que pretende escamotear a seus leitores justamente a informação essencial que o desmente. "Por que não veio a público esclarecer, não convocou a imprensa?" Real ou fingida, a ingenuidade da pergunta raia o retardamento mental. Que estudioso adulto, lendo o livro de Bittman, que expõe dezenas de operações de desinformação realizadas pela KGB no mundo, pode imaginar que um desertor da espionagem soviética, lançando um livro em Londres, deveria, para ser crido, percorrer país por país onde essas operações se realizaram, e aí "convocar a imprensa"? É uma idéia tão idiota, tão provinciana, que não merece sequer ser discutida. Ao contrário, são os pesquisadores locais que têm a obrigação de procurar o autor do livro e entrevistá-lo para tirar as dúvidas. Repetidamente, desde 2001, eu os convidei a fazer isso, mas eles preferiram – para usar as palavras do próprio Bertone – apelar a "tentativas de silenciamento da memória em nome da legitimação de uma hegemonia". 

Bertone: “Logo em seguida ele menciona como outra fonte uma entrevista que realizou com um coronel...”

OBS - "Um coronel"? Que caralho de coronel esse sujeito anda enxergando nas suas noites de bebedeira? A entrevista foi com o ex-governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins. 

Bertone: “As falas, que mais parecem frases de balões de cartum, se assemelham ainda a um fragmento de uma peça de teatro mau ensaiada.” 

OBS – Isso não chega nem a constituir um argumento, quanto mais uma prova. É só uma ranhetagem. Mas uma coisa, sem dúvida, fica aí provada: o rapaz é mesmo analfabeto. “Mau ensaiada”, convenhamos, é de doer no saco.

Bertone: “Essa interferência americana, sobretudo a partir de 1963, é um capítulo tão conhecido na história nacional e tão amplamente abordado, que negá-lo não passa de mera trapaça ideológica. Recentemente, a própria presidente Dilma manifestou surpresa ao assistir a um documentário (‘O Dia que durou 21 anos’) onde também são apresentados documentos da intervenção americana nesse processo.”

OBS - Ora, mas se é assim, se até a presidenta da República alardeia a intervenção americana, então não faz sentido choramingar, como o sr. Bertone faz no começo do seu artigo, que essa versão é a pobre vítima de "tentativas de silenciamento da memória em nome da legitimação de uma hegemonia".

 

 


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