Una disfunción eréctil es la impotencia de obtener o mantener una erección. comprar viagra sin receta españa saber cuál es el medicamento ideal para usted depende de diferentes factores. L'excitation sexuelle masculine est un processus complexe qui implique le cerveau, les hormones, les émotions, les nerfs, les muscles et les vaisseaux sanguins. La dysfonction érectile peut résulter d'un problème avec l'un de ces. De même, le stress et la santé mentale préoccupations peuvent causer ou aggraver la dysfonction érectile. Où achat kamagra sur internet vous avez trouvé une #pharmacie online ici http://trendpharm.com/ #kamagra. Lorsque des problèmes se produisent dans la chambre, les émotions peuvent exécuter élevé. Si vous avez commencé à éviter les rapports sexuels par crainte de ne pas obtenir une érection, votre partenaire peut commencer à vous pensez ne trouvent plus attrayants. Sentiments se blessent. En couple commencent à se sentir moins intime. Le ressentiment se insinue.

Pessoalmente, entendo que é uma lei contrária à lógica e à razão.


Reza o artigo 5º, inciso VI, da Constituição Federal que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias".

É do conhecimento geral que a religião católica apostólica romana tem a missa como centro de sua liturgia e, nesta, o momento mais solene é o da consagração das espécies, em que, pela transubstanciação, o pão e o vinho se transformam no corpo e no sangue de Cristo, sem alteração das espécies.

O gesto de Cristo, na última Ceia antes do martírio do julgamento, via crucis, calvário e cruz, é renovado há dois mil anos pelos sacerdotes ordenados, que ingerem o vinho transubstanciado em pequena quantidade.

O número reduzido de sacerdotes para o grande número de fiéis leva muitos deles a "binarem" ou "trinarem" (oficiam 2 ou 3 missas por dia) em lugares diversos, ingerindo, pois, em cada consagração, uma pequena quantidade de vinho.

Ora, pela lei "politicamente correta" – segundo a qual qualquer quantidade afetaria necessariamente as habilidades dos motoristas  – aprovada com grande estardalhaço midiático, multas elevadíssimas e até pena de prisão serão aplicadas aos motoristas que tenham consumido até mesmo um bombom com licor, pois a tolerância é zero.

Ora, como os sacerdotes católicos não podem deixar de rezar a missa diária e nem de atender os fiéis em diversas igrejas e lugares para os ofícios – como ministrar extrema unção em hospitais, encomendar corpos em velórios, além de sua pastoral normal – e não gozam das mordomias oficiais dos agentes públicos de certo escalão, nos três Poderes (que se utilizam de motoristas pagos pelo erário público), pois vivem com orçamentos limitados, são obrigados a dirigir seus próprios carros no exercício de sua atividade sacerdotal.

Ora, qualquer deles está sujeito, numa "blitz", a ser multado e, na reincidência, preso, em fantástica violação ao art. 5º, inciso VI da Constituição Federal, que proíbe qualquer limitação ao culto das religiões, cujo livre exercício é assegurado, sendo inviolável a liberdade de crença.

A lei de tolerância zero, que cerceia a liberdade de culto – culto este que tem 2 mil anos no mundo inteiro e em todos os países, até mesmo na maioria dos islâmicos – é, neste particular, manifestamente inconstitucional, pois impede o exercício da atividade pastoral dos sacerdotes católicos apostólicos romanos, proibindo-os de dirigir os seus próprios carros para atender os fiéis nos casos em que sua presença se faz necessária, desde o nascimento até a morte (batismo, casamento, extrema unção e encomenda de corpo).

Assim, caso algum sacerdote seja multado ou preso por exercer  a sua atividade, poderá ser arguida a inconstitucionalidade manifesta da lei, que representa o cerceamento de sua ação pastoral.

Em minha opinião, caberia, inclusive, uma ação direta de inconstitucionalidade pela qual, conforme jurisprudência pacífica no STF, a inconstitucionalidade seria decretada sem redução do texto legal, que seria mantido, exceto nessa hipótese.

Pessoalmente, entendo que é uma lei contrária à lógica e à razão. Deveria ela punir apenas aqueles que tivessem bebido quantidade de álcool suficiente para afetar suas habilidades de motorista, e não partir do pressuposto, absolutamente imbecil, de que qualquer gota de álcool pode afetar tais habilidades. O problema é sempre o mesmo: as autoridades querem se eximir de fiscalizar. Como dá mais trabalho verificar se o condutor ingeriu a  dosagem mínima que a lei admite, adotam a "tolerância zero". Com isso, no Brasil, todos os que comerem um bombom com licor tornam-se inabilitados para dirigir, porque têm, por ficção, suas faculdades mentais afetadas. Ora, o "politicamente correto" não pode excluir a razoabilidade, sob pena de se transformar em "estupidez politicamente correta", que ficará no anedotário da história para as futuras gerações.

 


Ives Gandra da Silva Martins é jurista e, entre outros títulos, professor emérito das Universidades Mackenzie e Unip, das Escolas de Comando e Estado Maior do Exército e Superior de Guerra e membro nato do Conselho Superior da Associação Comercial de São Paulo.


Publicado no Diário do Comércio.



Share

Você precisa ser um usuário registrado para postar comentários.
Por favor, faça o seu login ou registre-se. É rápido, e totalmente grátis.