Livraria Cultura

“Não posso evitar um sorriso quando, como chefe de um país ocupado, eu sento com os líderes dos países ocupantes, tais como Mr. Eden e M. Bidault. Apesar do fato de que a Alemanha ainda não ser completamente soberana, seu impacto econômico e político é sentido em todos os assuntos mundiais.”
Konrad Adenauer (1)

“Há vários anos nossa política econômica tem sido nossa política externa.”
Helmut Schmidt
(2)


Ainda meio sonado, pego o jornal de hoje e leio a manchete principal: França “cai” e Europa fica nas mãos da Alemanha! Levo um susto: será que voltei no tempo? Terá sido o meu amigo Jack (Daniels) da véspera que estava “envenenado”? Estarei eu em 20 de setembro de 1870? Ou em 1915? Talvez 25 de junho de 1940? Olho a data e vejo que sofri apenas um nada patológico déjà vu tantas foram as quedas deste país frente à Alemanha. Uma das especialidades francesas, além dos queijos e vinhos, é o colaboracionismo e a derrota frente aos eternos rivais. Mas, desta vez, não foi frente aos canhões de Bismarck, do Kaiser ou das Panzerdivisionen do Führer, mas frente às tropas muito mais potentes do Deutche Bundesbank, comandadas pela Führerin Angela Merkel.

Não poderia ser novidade para ninguém que conhece a história européia que o Euro já nasceu com data certa para acabar e que passaria a ser apenas o velho Deutschmark (ou Reichsmark?) com novo nome, imposto a todos os países em sua volta. O que o Führer Adolf não conseguiu, a Führerin Angela, sabendo onde atacar financeiramente, está em vias de conseguir: converter a Europa numaGrande Alemanha”, totalmente dependente de Berlim: eis o verdadeiro nome da União Européia.

A cotação do Euro despencou hoje:

Euro

Desta vez a França não conta com seus eternos salvadores, aos quais é ingrata: a aliança anglo-americana. A Inglaterra nunca cedeu aos acenos do Euro e manteve sua libra, hoje em alta assim como o franco suíço, e não aceitou os pactos que os colaboracionistas gregos, portugueses, espanhóis a italianos toparam.

Diga-se de passagem, Papandreu, Berlusconi e Zapatero, não aceitariam as exigências às quais seus substitutos, principalmente Mario Monti e Rajoy, dobraram a espinha. Não por serem covardes, mas por serem cúmplices na EU. E exclusivamente por esta razão foram escolhidos por Berlim para ocuparem seus postos.

Por sua vez, os EUA estão nas mãos de um queniano muçulmano e anti-semita cujo verdadeiro objetivo é destruir as tradições judaico-cristãs fundadoras do país que o elegeu através da destruição da economia americana e pouco se lhe dá o que está acontecendo na Europa. Ou, pelo contrário, a queda da segunda economia européia vem como uma notícia benfazeja para seus irmãos em Allah.

Há 21 anos o jornalista Edwin Hartrich escreveu o livro The Fourth and Richest Reich: how the Germans conquered the postwar world (3), já citado por mim em várias ocasiões.

Hartrich book

Recomendo sua leitura por ter sido profético. Posteriormente comentarei mais a fundo este livro e o que ele já previa em 1980.


Notas:

(1) - Entrevista ao Time Magazine, 4 de janeiro de 1954.

(2) - Entrevista ao jornal juíço Finanz und Wirtschaft, fevereiro 1975.

(3) - MacMillan Publishing Co Inc, NY, 1980.

 



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