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Mídia Sem Máscara

Jabor inverteu completamente o real e um leitor desatendo ainda achará que Lula é vítima de uma conspiração da "direita", quando na verdade é o oposto, a "direita" conspirou para sua manutenção no poder. Lula terminará o mandato sem maiores contratempos. Se Sarney abre a boca abalaria a República. Lula está pagando seu silêncio a peso de ouro. A revogabilidade irrevogável de Mercadante só pode ser compreendida nesse contexto.

Faz tempo que não comento as traquinagens opinativas de Arnaldo Jabor. Sua afetação, seu falso ar de superioridade, sua erudição postiça, seu estilo pernóstico, enfim, sua nulidade intelectual, tudo isso me enfada a alma à morte. Parei de comentá-lo porque parei de lê-lo. Questão de sobrevivência. Hoje quebrei a regra, todavia. Um amigo me mandou por e-mail o artigo publicado em O Globo, "Lula é irrevogável". Isso eu tinha que ler e, claro, comentar. O artigo é uma lição superior de desinformação.

"O que nos faz falta é um pouco de comida! Faz falta comida, pois há uma tremenda fome!". Este vídeo logo começou a circular pelo YouTube e em questão de dias alcançou o expressivo número de 460.000 visitas. A repercussão deixou o regime apavorado e no dia 12 de agosto Pánfilo foi sentenciado, num julgamento sumaríssimo, a dois anos de prisão pelo "delito" de "periculosidade social pré-delitiva".

O delinqüente ditador da Venezuela continua infernizando o presidente Uribe e a vida da Colômbia, ameaçando com guerra e em seguida recuando, desmentindo o que disse mas que está gravado em vídeo. Entretanto, este é um assunto que devo tratar nos próximos dias porque é um tema que tem muitos detalhes e incontáveis implicações, falsidades, manipulações e não pode ser tratado assim "de raspão". Por isso, hoje eu volto a falar de Cuba, a Cuba que eu conheço e da qual o mundo nunca reclamou, nem fez passeatas de protesto, tampouco abaixo-assinados em sua defesa.

Todo dia -- sem exagero, todo dia -- chegam novos exemplos de falsas pesquisas, imediatamente ecoadas pela mídia cúmplice como portadoras de "fatos científicos" definitivos e incontestáveis.

Prepare-se, caro leitor, e prepare seus filhos e netos, para viver num mundo de alucinações e fantasias desnorteantes, onde conhecer a verdade mesmo sobre coisas simples será um desafio que só pessoas investidas de uma coragem intelectual fora do comum poderão vencer. Prepare-se para viver no hospício do Dr. Mabuse, onde o mais louco dos pacientes faz a cabeça dos médicos e os coloca a serviço de seus planos malignos. O uso maciço da fraude científica, em proporções jamais antes imaginadas, vem-se tornando o principal meio de imposição de novas políticas, a tal ponto que em breve a classe científica estará totalmente desaparelhada para servir de árbitro nas grandes questões da humanidade e se tornará uma militância política como qualquer outra, disposta a mentir até o último limite do descaramento e do cinismo, em favor de qualquer estupidez politicamente conveniente.

A simples idéia de fazer a conferência é um mal em si; realizá-la é apenas um passo para a destruição do capitalismo de livre empresa no Brasil. Dizer que o contrário, como fez o editorial, é acariciar a cascavel antes do bote. Uma postura mais pusilânime diante da gravidade dos fatos seria impossível ao jornal.

Pode-se combater a ameaça de uma cascavel preparada para o bote acariciando-lhe a cabeça? Ou um leão caçando, afagando a sua juba? Pois foi mais ou menos isso que o jornal Estadão fez em dois editoriais sobre a CONFECOM, que quero aqui comentar. Na verdade, o título aqui mais apropriado seria algo da série que tenho escrito, do tipo "Estadão mente sobre a CONFECOM". Faço a concessão porque sei que o Estadão, outrora tão odiado pelas esquerdas enquanto "barão da mídia", está morrendo de medo, como de resto todos os empresários do setor. A mídia, desde o início, devia ter sido a vanguarda de resistência contra a tomada do poder pelos leninistas, mas se acovardou. Agora está em xeque e sua própria sobrevivência como negócio sofre ameaça imediata, no estilo daquela feita por Hugo Chávez na Venezuela e pelo casal Kirchner na Argentina.

Existe uma pedagogia da Confecom para os amantes da sociedade aberta. Essa pedagogia ensina que não mais os valores tradicionais poderão viver de sua inércia. Eles terão agora que ser defendidos nos mesmos termos e no terreno em que são atacados, no campo da mobilização política.

O balanço final da Confecom revela vitória total dos seus idealizadores, pois os trabalhos chegaram a bom termo, com a chancela de um segmento empresarial importante. Celso Schröder, do FNDC - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, me disse que agora os movimentos populares terão substância para pressionar o Congresso Nacional na busca de transformar as "propostas" em marco legal. Provavelmente veremos acontecer uma grande mobilização no Ano Novo. No âmbito do Executivo tudo que depender de decretos e portarias poderá ser implementado, mesmo que contrarie o mercado e a sociedade aberta.