RESOLUÇÃO SOBRE EQUADOR
X ENCONTRO DO FORO DE SÃO PAULO RESOLUÇÃO SOBRE EQUADOR O X Encontro do Foro de São Paulo, frente à importância geopolítica da região andina, reconhece os logros na luta e resistência social que o povo equatoriano alcançou no contexto da profunda crise econômico-institucional que atravessa o país. Por isso manifesta sua preocupação pelo aumento da repressão social através, sobretudo, da criação de grupos paramilitares que buscam intimidar os movimentos políticos de esquerda e as organizações populares, assim como a indiferença e impunidade que o Estado e o governo equatorianos apresentam nos casos do assassinato do legislador do MPD, Jaime Hurtado, do dirigente sindical socialista Saúl Cañar e dos dirigentes indígenas assassinados em ocasião do levantamento de janeiro de 2001, entre outros dirigentes sociais. Tudo isto inscrito na implementação do Plano Colômbia, hoje denominado Iniciativa Andina, que no Equador toma maior visibilidade na entrega da base de Manta a tropas dos Estados Unidos para a agressão às forças insurgentes colombianas e a perseguição ao regime de Hugo Chávez na Venezuela. De igual forma, as intenções de dar corpo à ALCA se fundamentam no desaparecimento de uma política monetária soberana, aplicando a dolarização no Equador, com tantos custos sociais e produtivos nefastos, assim como em torpedear o débil processo de integração regional da Comunidade Andina de Nações. Ante isto, resolve: Respaldar os processos de diálogo e ação concertada que os partidos membros levam a cabo para um acionar político mais efetivo no Equador. Sugerir ações conjuntas de organizações equatorianas e da região para impedir a instauração do plano de guerra e a anexação político-económica que a ALCA e a Iniciativa Andina propõem. Apoiar as lutas de setores sociais e políticos frente às intenções de privatização de empresas públicas, enquanto se dedica cinqüenta por cento do orçamento do Estado para a dívida externa e o incremento de gastos militares, contrastando com o recorte orçamentário de políticas sociais previamente deficitárias e a impunidade até agora garantida aos banqueiros que assaltaram os fundos dos equatorianos. Cidade de Havana, 7 de dezembro de 2001. |