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Não levou muito tempo para que a mesma velha e conhecida Folha voltasse a exercer sua prática preferida: embelezar líderes comunistas enquanto, ao mesmo tempo, planta a mais sórdida desinformação sempre que há eleições presidenciais em algum país membro do Foro de São Paulo.

Há um par de semanas o jornal “Folha de São Paulo” publicou um editorial em que se referia ao movimento cívico militar dos anos 60 como “ditabranda”. Isto causou reações bastante adversas. Por um lado, os que afirmam cinicamente que os militares deram “um golpe” sabendo perfeitamente bem que o golpe estava sendo preparado por eles, condenaram com muita ira a postura do jornal até com abaixo-assinados; por outro lado, aqueles que têm consciência do que ocorria naquele então encheram-se de alegria acreditando na “mudança” da Folha tecendo-lhe rasgados elogios.

Não me incluí entre os esperançosos, pois sempre soube da tendência esquerdista desse jornal, de suas criminosas omissões a fatos de extrema gravidade para o país como o Foro de São Paulo, inexistente por quase duas décadas de suas páginas; de suas bajulações a ditadores comunistas como Fidel Castro, além de ser mestra em distorcer fatos e plantar mentiras aos borbotões, desde que favoreçam a causa comunista. Não levou muito tempo para que a mesma velha e conhecida Folha voltasse a exercer sua prática preferida: embelezar líderes comunistas enquanto, ao mesmo tempo, planta a mais sórdida desinformação sempre que há eleições presidenciais em algum país membro do Foro de São Paulo.

No dia 8 de março, domingo, sob o título “Voto em El Salvador fecha ciclo histórico”, o “especialista em questões internacionais”, jornalista Newton Carlos, faz sua lição de casa com louvor. Diz ele no primeiro parágrafo que “é possível que assuma o poder em El Salvador um partido de ex-guerrilheiros” se referindo ao FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional), e em seguida relaciona a morte do arcebispo Dom Oscar Romero ao criador do partido de direita Aliança Republicana Nacionalista que, segundo ele, mantinha “estreitas relações com a CIA”. De fato, Dom Oscar foi assassinado em 24 de março de 1980 enquanto oficiava uma missa e isto é um fato condenável sob todos os aspectos. Entretanto, o “especialista” não diz que este arcebispo é um ícone da comunista teologia da libertação e que, segundo comentou o pseudo frei Leonardo Boff, Dom Oscar era um bispo conservador quando foi enviado pelo Vaticano a El Salvador mas, ao entrar em contato com a miséria e exploração daquele povo, “converteu-se”!

Além desse detalhe omitido, o “especialista” lança a semente podre sobre a possível vitória do FMLN porque este partido já está divulgando aos quatro ventos que “haverá fraude” se a ARENA sair vencedora na contenda. A Folha fez isto com Chávez, nas incontáveis eleições inventadas nesses 10 anos de ditadura venezuelana porque, se de fato o candidato Rodrigo Ávila ganhar, como apontam todas as pesquisas de opinião sérias, os leitores já estarão de sobreaviso para crer que esta vitória é ilegítima, que de fato houve fraude como já antecipara esse jornal.

Mais adiante o “especialista” diz que o FMLN escolheu um candidato que não é ex-guerrilheiro e que “como não pode chamar Funes de terrorista, a direita salvadorenha e seu candidato, Rodrigo Ávila, concentram ataques em Salvador Sánchez Cerén, candidato a vice”. Ora, “seu” Newton Carlos, o senhor não se envergonha de mentir tanto não? A direita não concentra seus “ataques” ao vice, coisa nenhuma! Ela denuncia, com provas, as alianças condenáveis do candidato Mauricio Funes com as FARC, com Chávez – que tem financiado ilegalmente sua campanha, através da venda de petróleo barato para as prefeituras controladas pelo FMLN – e com Fidel Castro.

Não satisfeito com as mentiras que demonizam a ARENA e embelezam o FMLN, “seu” Newton afirma sem qualquer pudor que “o FMLN não toca nem sequer de leve em socialismo e muito menos no ‘Socialismo do Século XXI”. Não, Mauricio Funes “não toca” no Socialismo do Século XXI; ele já respira e vive dos favores desta prática maligna inventada pelo ditador Hugo Chávez. Em um ato público na cidade de Cabimas Chávez manifestou abertamente seu respaldo ao FMLN e a Funes, e depois disse que pensava em fazer de Cuba, Venezuela e El Salvador “uma só pátria”. Merino, por seu turno, disse que se o FMLN ganhar irá adotar em El Salvador o modelo chavista. Nesta ocasião Chávez estava acompanhado dos dirigentes do FMLN, José Luis Merino – que mantém contatos diretos com as FARC e foi citado em vários e-mails no computador de Raúl Reyes – e Orestes Ortez, que aplaudiram sua ingerência nos assuntos internos de El Salvador.

Dentre algumas frases soltas mas de efeito subliminar, o “especialista” Newton Carlos diz que “difundir medo é a estratégia”; ou, “a idéia é mostrar a FMLN como uma opção perigosa”. Todavia, ninguém está infundindo medo através de fraude ou trapaça; o que o ARENA está fazendo é o oposto do que faz “seu” Carlos neste artigo: mostrar a verdade dos fatos para que o eleitor possa fazer uma escolha livre e consciente. El Salvador já viveu uma guerra sangrenta, real, que dizimou incontáveis cidadãos e durou 12 anos, protagonizada pelo FMLN, portanto, reavivar a memória do povo é um dever e uma obrigação daqueles que de fato querem a paz, a liberdade democrática e a prosperidade para o seu país.

Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral salvadorenho investiga um depósito feito na conta bancária particular de Mauricio Funes no valor de U$ 2.2 milhões de fonte não declarada. Funes diz que foi um empréstimo feito por um empresário amigo seu mas até agora não provou nada; há fortes suspeitas de que esta assombrosa soma – que despertou até a curiosidade dos funcionários do banco que por isso informaram ao órgão eleitoral – tenha sido mais um dos “maletinaços” de Chávez, pois isto é prática recorrente no ditador venezuelano para auxiliar nas campanhas de seus candidatos pessoais e do Foro de São Paulo, como foi o caso de Cristina de Kirchner na Argentina.

Mas essas coisas não podem e nem devem ser ditas pela imaculada Folha de São Paulo e muito menos por seu especialista em desinformação que trabalha teleguiado por ordens alienígenas. A fraude que se prenuncia nas eleições salvadorenhas foi a palavra de ordem dada e exemplarmente cumprida neste artigo do jornalista Newton Carlos. Agora, “seu” Newton, pode passar no caixa e receber sua gratificação, pois a lição de casa foi feita e a missão está cumprida.



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