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Eis aí um enigma que ninguém decifra: o que é “ultraconservadorismo”? É um termo que não dá mais para ignorar, pois ele já está no vocabulário de muitos brasileiros – afinal, já saiu até no Jornal Nacional (é assim que funcionam as coisas no Brasil, não? Preferimos acreditar nos próprios olhos somente quando eles estão sob a guarda midiática).

No periódico televisivo global das 21 horas o termo serviu para fazer referência aos Legionários de Cristo, a quatro bispos que foram excomungados no papado de Bento XVI, aos integrantes e simpatizantes do Tea Party e ao pastor evangélico americano que quis queimar o Alcorão em público. Nos demais periódicos – impressos, eletrônicos ou radiofônicos – já se trata de um termo totalmente disseminado, um postulado, isto é, uma “afirmação ou fato admitido sem necessidade de demonstração” – como se fosse algo que sempre estivesse aí e todo mundo sempre soubesse do que se trata.

Seria infrutífero irmos ao cerne dos cânones do pensamento conservador e mapearmos o que significa ir além daquilo (a palavra “ultra” significa além), pois quem usa esse termo claramente não se preocupa muito com esses “detalhes”. Imagine fazer com que os nossos “Arnaldos Jabores” Brasil afora leiam um único autor que tenha falado honestamente sobre o conservadorismo – que sofrimento horrível seria! (Isso para não falar dos Safatles e dos Sáderes).

Pelo visto – pois também não sei com exatidão do que se trata – o termo “ultraconservador” tem servido para designar todo tipo de pensamento que vai além do que o indivíduo que enuncia a palavra tolera. Sim, é um monstro totalmente subjetivo e, portanto, impossível de ter um conceito essencial. Ele pode ser vários monstros. Para o ávido militante do PC do B, pode ser que estejamos falando do pior monstro imaginável pela mente humana, o Cthulhu de H. P. Lovercraft, por exemplo; enquanto que para alguns liberais  é possível que se trate de algum monstro como aquele criado por Platão na República [1]. O limite é a imaginação.

Não consigo descobrir denominador comum para o ultraconservadorismo. Com efeito, até o liberal pode entrar para esse infame bestiário quando visto pela militância comunista (veja nos sites liberais como ora eles são os “taxonomistas” e ora eles reclamam de serem tidos como os próprios monstros).

Acerca disso, podemos dizer que quanto mais à esquerda estiver política e ideologicamente o indivíduo, maior será o número de vezes em que ele representará o taxonomista e menor o número de vezes em que ele terá de representar o infame papel de monstro. Chega-se ao ponto do taxonomista elevar tanto sua afetação, que o monstro em questão recebe a etiqueta “não é para ser comentado”.

Diante do que consegui entender, só consigo dizer que o “ultraconservadorismo” é um fenômeno vocal que expressa um estado de espírito que se manifesta na pessoa conforme sua orientação ideológica.

Se for para almejar precisão, posso colocar a hipótese de que se trata de mais um daqueles mecanismos coercitivos para que o “acusado”, embebido de medo de ser taxado de monstro, se debande cada vez mais para a esquerda e se livre dessa incômoda classificação, afinal, ninguém em sã consciência quer ser tido como um monstro abominável. Na verdade, até os que não estão em sã consciência se esforçam para não parecerem monstros perante a sociedade: quem conhece as histórias de assassinos em série, sabe que eles são os sujeitos mais bem apessoados quando estão no convívio social. Estaríamos falando, portanto, de um poderoso e abrangente mecanismo coercitivo, caso a hipótese fosse constatada.

Realmente é difícil proceder com um termo que tem tanta abrangência e abarca as figuras e ideologias mais díspares (e.g. como é possível que tanto muçulmanos sunitas quanto xiitas sejam denominados por termos parecidos no noticiário? A grande mídia também já tem colocado no mesmo balaio o catolicismo inteiro; portanto, podermos dizer, nestas condições, que o padre Fábio Melo e Dom Marcel Lefebvre são “ultraconservadores”, seja lá o que isso significar).

Diante de tantas contradições e tão poucas constantes, posso enunciar só uma certeza: o “problema do ultraconservadorismo” não está aí para ser decifrado, ele está aí para devorar. É isso que os monstros fazem de melhor.



[1] Resumidamente falando, a partir de 588b (livro IX), Platão usa a imagem de um monstro para ilustrar sua parábola. É uma “criatura monstruosa, compósita e policéfala, com cabeças de animais domésticos e selvagens a toda volta” que também tem partes de leão e partes humanas – esta última em menor quantidade que a anterior. A imagem do monstro, no caso da República, serve para ilustrar os desejos e as disposições do ser humano, que quando não são domados corretamente, deixam aflorar as partes vis e estas passam a assenhorear a alma.



Publicado no site da revista Vila Nova.

Leonildo Trombela Júnior é jornalista.



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